Agatha Christie é, e sempre será, a Rainha do Crime. Soberana dos romances policiais, vendeu bilhões de livros pelo mundo e foi traduzida para 45 línguas, sendo ultrapassada em vendas somente pela Bíblia e por Shakespeare. Nasceu Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, na cidade inglesa de Torquay, mais precisamente na mansão Ashfield. Cresceu ouvindo as histórias de Conan Doyle, Edgar Allan Poe e Leroux, contadas por sua irmã mais velha, Madge. Ler mais...
Encontros semanais na USIDEC para aprender, viajar e sonhar através dos livros e da leitura´.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Mulheres Escritoras
Pearl S. Buck
(Hillsboro, Vírgínia Ocidental, 26-06-1892 - Danby, Vermont, 06-03-1973)
Passou a sua infância na China, tendo aprendido a língua chinesa antes da língua inglesa. Viveu parte da sua vida no oriente e outra parte nos Estados Unidos. Lutou pelos direitos das mulheres e pela melhoria das condições de vida das crianças asiáticas, bem como pela igualdade racial. Leccionou Literatura Inglesa em várias Universidades Chinesas.
Foi impedida de entrar na China por ter sido considerada, pelo governo revolucionário, de ser uma agente do imperialismo. Atualmente os meios culturais chineses empenham-se na reabilitação da sua memória e na casa onde viveu, em Shangai, existe um museu em sua homenagem.
Autora de uma vasta obra, mais de uma centena de livros, foi-lhe atribuído o prémio Nobel em 1938 "pela riqueza das suas descrições da vida camponesa na China e pelas obras primas da sua bibliografia". Juntamente com o marido criou uma fundação com o seu nome.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Jane Austen (Dez 1775 - Julho 1817)
Retrato de Jane Austen feito pela sua irmã Cassandra Austen em 1810
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Natal - Poesia
Chove é dia de Natal
Chove. É dia de
Natal.
Lá para o Norte é
melhor:
Há a neve que faz
mal.
E o frio que ainda
é pior.
E toda a gente é
contente
Porque é dia de o
ficar.
Chove no Natal
presente.
Antes isso que
nevar.
Pois apesar de ser
esse
O Natal da
convenção,
Quando o corpo me
arrefece
Tenho o frio e
Natal não.
Deixo sentir a quem
quadra
E o Natal a quem o
fez,
Pois se escrevo
ainda outra quadra
Fico gelado dos
pés.
Fernando Pessoa
Quando um Homem Quiser
Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão
E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão
Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão
Ary dos Santos, in 'As Palavras das Cantigas'
Último Poema
É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os dióspiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.
Eugénio de Andrade, in 'Rente ao Dizer'
Ladainha dos Póstumos Natais
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito
David Mourão-Ferreira, in 'Cancioneiro de Natal'
terça-feira, 29 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Porque - Francisco Fanhais, poema - Sofia Mello Breyner,1958
Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de
Mello Breyner Andresen
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6 de novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1998. O seu corpo está no Panteão Nacional desde 2014 e tem uma biblioteca com o seu nome em Loulé.
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