segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Gabriel Garcia Marquez


Gabriel Garcia Marquez
 Aracataca, Colômbia - 1927 - Cidade do México - 2014

Escritor, jornalista e editor, prémio Nobel da literatura em 1982, pelo conjunto da sua obra.



O seu livro Cem Anos de Solidão é o romance mais popular, em língua espanhola, desde D. Quixote.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Manuel da Fonseca (cont)



Maria Campaniça, de Manuel da Fonseca, por Maria Barroso

Debaixo do lenço azul com sua barra amarela
os lindos olhos que tem!
Mas o rosto macerado
de andar na ceifa e na monda
desde manhã ao sol-posto,
mas o gesto
das mãos torcendo o xaile nos dedos
é de mágoa e abandono...
Ai Maria Campaniça,
levanta os olhos do chão
que eu quero ver nascer o sol!
in Poemas Completos



Tejo que levas as Águas faz parte do conjunto de poemas "Poemas para Adriano" escrito por Manuel da Fonseca para o músico Adriano Correia de Oliveira e que foram  incluídos no seu disco "Que nunca mais" (1975)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Manuel da Fonseca


Manuel da Fonseca 
Santiago do Cacém, 12 de Outubro de 1911 - Lisboa 11 de Março de 1993

Manuel da Fonseca (1911-1993), considerado um vulto destacado do neo-realismo, nasceu em Santiago do Cacém, em 15 de Outubro de 1911, mas cedo veio para Lisboa, onde iniciou a sua actividade literária.
Poeta, romancista, contista e cronista, toda a sua obra é atravessada pelo Alentejo e o seu povo. Ligado ao neo-realismo, evoluiu no sentido de um regionalismo crescente, ligado ao seu Alentejo natal, retratando o povo desta região e a miséria por ele sofrida. Contestatário e observador por natureza, a sua escrita era seguida de perto pela censura.
Colaborou em várias publicações, de que se destacam as revistas Afinidades, Altitude, Árvore, Vértice, O Pensamento, Sol Nascente, Seara Nova, os jornais O Diabo e Diário e fez parte do grupo do «Novo Cancioneiro». Faleceu a 11 de Março de 1993, com 81 anos.

Para saber mais sobre Manuel da Fonseca:




terça-feira, 29 de setembro de 2015

Leitura de Férias


Patrick Modiano, escritor francês foi Prémio Nobel da Literatura em 2014. Este romance situa-se no contexto da 2.ª guerra mundial e nele, o narrador, descreve toda a investigação feita para saber o que aconteceu a uma jovem rapariga judia parisiense que desapareceu em 1941, em plena guerra mundial. Ao ler o anúncio do seu desaparecimento, num jornal da época, o narrador inicia, cerca de 50 anos depois,  uma procura seguindo o rasto da rapariga, fazendo-nos entrar na atmosfera dos internatos de raparigas e dos campos de concentração, terminando em Auschwitz, onde ela morreu.  


Rentes de Carvalho é já nosso conhecido, pois já lhe dedicamos uma ou duas sessões do nosso clube. O Rebate passa-se numa aldeia transmontana, onde a festa da aldeia traz a presença de emigrantes, entre os quais, um casal, em que ele, nascido na aldeia, é acompanhado por uma francesa rica com quem casou. O choque de mentalidades e de costumes bem como a riqueza que estes ostentam, faz abalar a tranquilidade da aldeia.


 Mia Couto é um autor cuja escrita aprecio bastante. As suas histórias, quase todas passadas em África são plenas de imaginação. Também aprecio a sua habilidade para inventar palavras. 
Neste livro, Mia conta-nos a história de um jovem médico que se apaixona, em Lisboa, por uma jovem moçambicana e não descansa enquanto não vai a Moçambique à aldeia de onde ela é natural. Mas chegado lá, todos os segredos e mistérios da família da sua amada, bem como a sua ausência da aldeia, o fazem ficar muito desconfiado...


O autor dispensa apresentações. Tocaia Grande é um romance, cheio de aventura, que narra a fundação de uma hipotética cidade cacaueira no Nordeste. A pouco e pouco, e como resultado de lutas entre coronéis, a cidade vai-se povoando e aparecem as mais pitorescas personagens típicas dos romances de Jorge Amado. O Turco, os coronéis, os capitães, os jagunços, as prostitutas e outras. É um romance muito bem humorado e retoques de sensualidade e com algumas cenas verdadeiramente hilariantes.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Encerramento das atividades do ano letivo

Hoje foi o último dia do Clube de Leitura, por este ano. J. Rentes de Carvalho, um transmontano, cidadão do mundo, proporcionou-nos alguns momentos divertidos através da leitura de excertos da sua obra.
Para terminar, o lanche da praxe e as flores para a professora. Muito Obrigada!



Visita de Estudo 19 de maio - Trabalhos realizados

Após a realização da visita de estudo todos os alunos foram convidados a realizar um pequeno trabalho sobre a atividade. Aceitaram o convite com entusiasmo e, na aula seguinte, apresentaram trabalhos diversificados, tais como: Reflexão oral, relatório escrito, artigo para o jornal e inspirados poemas. Podem ser lidos nas ligações seguintes.

Deolinda Caldeira

Poema

Manuel Costa

Artigo - Casa de Camilo e Paço dos Duques

Fernanda Silva

Relatório

Conceição Henriques

Artigo - Casa de Camilo.

Delfim Azevedo

Camilo e sua Obra

terça-feira, 26 de maio de 2015

Camilo e sua obra


Pelo rasto de Camilo viajamos
Em Seide, terra onde viveu
Na busca de sinais do seu passado
Patente, na sua casa museu.

Um génio da literatura
Inteligente e sagaz
Na crítica, e no confronto
Implacável e mordaz.

Pensador livre e rebelde
Sem amarras e condições
Despertou paixões e ódios
Dilacerou corações.

Foi amante aventureiro
Impulsivo e discreto
Sempre prevaricador
Do socialmente correto.


Por mérito das suas obras
Ganhou prestígio e fama
Pelos escritos românticos
De mistério, amor e drama.

Enfrentou riscos e causas
Abandono e solidão
Desencanto e amargura
E o rigor da prisão.

Mente forte e vencedora
Seu lema de vida inteira
Sucumbiu por suicídio
Vencido pela cegueira.

Ficaram seus bens e memórias
De muitas histórias de encanto
Em sua casa cuidadas
Como relíquias de Santo

Delfim Azevedo