Para saber mais sobre Sophia:
Encontros semanais na USIDEC para aprender, viajar e sonhar através dos livros e da leitura´.
sábado, 9 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 19 de março de 2018
segunda-feira, 5 de março de 2018
domingo, 25 de fevereiro de 2018
Livro do mês
A Selva
Romance de Ferreira de Castro, publicado em 1930, traduzido
em várias línguas, tornou-se uma das suas mais conhecidas obras.
A Selva é uma obra baseada na experiência pessoal do
escritor. A trama desenrola-se na Amazónia, numa exploração de seringal,
centrando-se no personagem Alberto, jovem monárquico português, exilado em
Belém do Pará, em 1912, e futuro estudante universitário de Direito. Ler mais
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Jorge de Sena (1919-1978)
Jorge Cândido de Sena nasceu em 22 de Novembro de 1919, em S. Jorge de Arroios, Lisboa, no seio de uma família da alta burguesia. Era filho único de Augusto Raposo de Sena, natural dos Açores, de ascendência aristocrata e comandante da Marinha Mercante, e de Maria da Luz Grilo de Sena, doméstica, natural da Covilhã, a qual tinha laços familiares na burguesia portuense. Saber mais...
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Ferreira de Castro (1898-1974)
José Maria Ferreira de Castro nasceu em Ossela, Oliveira de
Azeméis, a 24 de Maio de 1898. Oriundo de uma família de camponeses pobres,
fica órfão de pai aos oito anos e emigra, em 1911, com doze anos e a instrução
primária, para o Brasil. Saber mais...
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Poema - José Luís Peixoto
na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
José Luís Peixoto, in A Criança em Ruínas
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Livro do mês - Triunfo dos Porcos - Quinta dos Animais
Ano da publicação - 1945
Local - Reino Unido
Autor - George Orwell (pseudónimo de Eric Arthur Blair)
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Fernando Namora (Condeixa 15 de abril, 1919 - Lisboa 31 de janeiro de 1989)
Licenciado em Medicina (1942) pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Exerceu medicina, primeiro na sua terra natal depois nas regiões da Beira Baixa e Alentejo, em locais como Tinalhas, Monsanto e Pavia. Em 1951, acabaria por se instalar em Lisboa - onde, muito jovem estudara no Liceu Camões -, como médico assistente do Instituto Português de Oncologia.
Obra literária de Fernando Namora que ganhou o Prémio
Vértice. A primeira série foi publicada em 1949 e a segunda em 1963.
Retalhos da Vida de um Médico constitui um documento social
da primeira metade do século XX, desenvolvendo-se em volta da vida de um médico
de aldeia, por pequenas terras provincianas do Sul de Portugal. Mostra as
dificuldades que o clínico (narrador de primeira pessoa) enfrenta para ser
aceite pela população local, habituada a charlatães, crendices e superstições.
O médico depara-se com a maneira simples de viver dos aldeões, subdesenvolvidos
e subalimentados e com a sua desconfiança e avareza. A estas realidades, reage
ora com ironia, ora com dúvida, ora com cansaço.
A estrutura da obra é feita por "retalhos", ou
seja, de forma fragmentária, sem preocupação de sequência cronológica. É
considerada uma obra mista, a nível de géneros literários, pois apresenta
vários: a autobiografia, o conto, o diário, o apontamento breve do quotidiano,
as memórias.
O livro foi adaptado não só para cinema, com título
homónimo, sob realização de Jorge Brum do Canto, em 1962, como também para
série televisiva, em 1980, esta sob direção de Artur Ramos e Jaime Silva.
Fonte: Infopédia
segunda-feira, 22 de maio de 2017
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Mãe - Miguel Torga
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito,
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti – não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto – sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga in Diário IV
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito,
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti – não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto – sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga in Diário IV
Dia da mãe
Todas as pessoas têm direito a descanso, menos as mães. Para cada tarefa, profissão ou encargo há direito a uma folga, menos para as mães. Se alguma mãe demonstrar a mínima fadiga de ser mãe, haverá logo uma besta, ignorante de limpar a baba e de parir, que se oferecerá para a pôr em causa. Não é mãe, não sabe ser mãe, não foi feita para ser mãe, dirá. Mas, se todas as pessoas têm direito a descanso, será que as mães não são pessoas? A culpa é nossa. Sim, a culpa é das mães. Deixámos que fossem os filhos a definir-nos.
José Luís Peixoto in "Em Teu Ventre"
domingo, 26 de março de 2017
Mulheres escritoras - Svetlana Alexievich
Prémio Nobel da Literatura 2015
Nasceu em 1948 na Ucrânia, tendo crescido em Minsk, capital da Bielorrúsia onde vive atualmente. Jornalista e escritora é autora de cinco livros e de 20 guiões de documentários. Recebeu importantes galardões internacionais, antes da sua consagração como prémio Nobel da Literatura em 2015. Criou um novo género literário de não ficção que é inteiramente seu. A sua prosa documental é sempre escrita através de centenas de entrevistas.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Mulheres Escritora - Aghata Christie (1890-1976)
Agatha Christie é, e sempre será, a Rainha do Crime. Soberana dos romances policiais, vendeu bilhões de livros pelo mundo e foi traduzida para 45 línguas, sendo ultrapassada em vendas somente pela Bíblia e por Shakespeare. Nasceu Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, na cidade inglesa de Torquay, mais precisamente na mansão Ashfield. Cresceu ouvindo as histórias de Conan Doyle, Edgar Allan Poe e Leroux, contadas por sua irmã mais velha, Madge. Ler mais...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Mulheres Escritoras
Pearl S. Buck
(Hillsboro, Vírgínia Ocidental, 26-06-1892 - Danby, Vermont, 06-03-1973)
Passou a sua infância na China, tendo aprendido a língua chinesa antes da língua inglesa. Viveu parte da sua vida no oriente e outra parte nos Estados Unidos. Lutou pelos direitos das mulheres e pela melhoria das condições de vida das crianças asiáticas, bem como pela igualdade racial. Leccionou Literatura Inglesa em várias Universidades Chinesas.
Foi impedida de entrar na China por ter sido considerada, pelo governo revolucionário, de ser uma agente do imperialismo. Atualmente os meios culturais chineses empenham-se na reabilitação da sua memória e na casa onde viveu, em Shangai, existe um museu em sua homenagem.
Autora de uma vasta obra, mais de uma centena de livros, foi-lhe atribuído o prémio Nobel em 1938 "pela riqueza das suas descrições da vida camponesa na China e pelas obras primas da sua bibliografia". Juntamente com o marido criou uma fundação com o seu nome.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Jane Austen (Dez 1775 - Julho 1817)
Retrato de Jane Austen feito pela sua irmã Cassandra Austen em 1810
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Natal - Poesia
Chove é dia de Natal
Chove. É dia de
Natal.
Lá para o Norte é
melhor:
Há a neve que faz
mal.
E o frio que ainda
é pior.
E toda a gente é
contente
Porque é dia de o
ficar.
Chove no Natal
presente.
Antes isso que
nevar.
Pois apesar de ser
esse
O Natal da
convenção,
Quando o corpo me
arrefece
Tenho o frio e
Natal não.
Deixo sentir a quem
quadra
E o Natal a quem o
fez,
Pois se escrevo
ainda outra quadra
Fico gelado dos
pés.
Fernando Pessoa
Quando um Homem Quiser
Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão
E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão
Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão
Ary dos Santos, in 'As Palavras das Cantigas'
Último Poema
É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os dióspiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.
Eugénio de Andrade, in 'Rente ao Dizer'
Ladainha dos Póstumos Natais
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito
David Mourão-Ferreira, in 'Cancioneiro de Natal'
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















