segunda-feira, 30 de novembro de 2015

António Gedeão (1906-1997)


Afirmou-se como um dos mais brilhantes e talentosos criadores lusófonos do século XX.
Rómulo Vasco da Gama de Carvalho tem uma obra literária sob o pseudónimo de António Gedeão. 
Foi professor, pedagogo e historiador da ciência, e o seu alter-ego literário atravessou todas as convulsões e acontecimentos marcantes do nosso século. Revelou, nos seus poemas, um  espírito extremamente marcado pelo cepticismo e pela ironia e uma simbiose perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho e a lucidez e a esperança.

Vida e Obra de António Gedeão/Rómulo de Carvalho

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Idalécio Cação


Ficcionista e poeta. Viveu até muito tarde na sua aldeia, mas quando se radicou em Aveiro, a partir de 1954, interessou-se pelos problemas culturais e, como trabalhador-estudante, pôde frequentar o curso de Filologia Românica, em que se licenciou em 1977 pela Universidade de Coimbra. Exerceu depois o ensino em escolas preparatórias e, desde 1984 na Universidade de Aveiro, onde regeu a cadeira de Didáctica do Português.

Esteve ligado ao Círculo de Teatro de Aveiro (nos anos sessenta) e participou activamente em jornais e revistas, onde tem dispersas poesias e contos. Fundou e coordenou os suplementos literários «Sal Gema» do Jornal do Oeste (Rio Maior) e «Diálogo» do Jornal Beira-Vouga (Albergaria-a-Velha). Foi um dos responsáveis pelos Cadernos de Poesia (1971). Mas é no domínio da ficção que a sua bibliografia merece atenção, sobretudo por ser demasiado patente nos seus contos um profundo sentido de compreensão e denúncia dos problemas da sua região natal, isto é, de toda a Gândara figueirense. 

É sócio da Associação Portuguesa de Escritores, da Associação Cultural Sol XXI, de cuja revista é delegado em Aveiro, da Associação de Jornalistas e Escritores da Bairrada, de que foi sócio fundador e membro da Comissão Instaladora, da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação, do Sindicato dos Professores da Região Centro e da Quercus.


in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Gabriel Garcia Marquez


Gabriel Garcia Marquez
 Aracataca, Colômbia - 1927 - Cidade do México - 2014

Escritor, jornalista e editor, prémio Nobel da literatura em 1982, pelo conjunto da sua obra.



O seu livro Cem Anos de Solidão é o romance mais popular, em língua espanhola, desde D. Quixote.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Manuel da Fonseca (cont)



Maria Campaniça, de Manuel da Fonseca, por Maria Barroso

Debaixo do lenço azul com sua barra amarela
os lindos olhos que tem!
Mas o rosto macerado
de andar na ceifa e na monda
desde manhã ao sol-posto,
mas o gesto
das mãos torcendo o xaile nos dedos
é de mágoa e abandono...
Ai Maria Campaniça,
levanta os olhos do chão
que eu quero ver nascer o sol!
in Poemas Completos



Tejo que levas as Águas faz parte do conjunto de poemas "Poemas para Adriano" escrito por Manuel da Fonseca para o músico Adriano Correia de Oliveira e que foram  incluídos no seu disco "Que nunca mais" (1975)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Manuel da Fonseca


Manuel da Fonseca 
Santiago do Cacém, 12 de Outubro de 1911 - Lisboa 11 de Março de 1993

Manuel da Fonseca (1911-1993), considerado um vulto destacado do neo-realismo, nasceu em Santiago do Cacém, em 15 de Outubro de 1911, mas cedo veio para Lisboa, onde iniciou a sua actividade literária.
Poeta, romancista, contista e cronista, toda a sua obra é atravessada pelo Alentejo e o seu povo. Ligado ao neo-realismo, evoluiu no sentido de um regionalismo crescente, ligado ao seu Alentejo natal, retratando o povo desta região e a miséria por ele sofrida. Contestatário e observador por natureza, a sua escrita era seguida de perto pela censura.
Colaborou em várias publicações, de que se destacam as revistas Afinidades, Altitude, Árvore, Vértice, O Pensamento, Sol Nascente, Seara Nova, os jornais O Diabo e Diário e fez parte do grupo do «Novo Cancioneiro». Faleceu a 11 de Março de 1993, com 81 anos.

Para saber mais sobre Manuel da Fonseca: