Encontros semanais na USIDEC para aprender, viajar e sonhar através dos livros e da leitura´.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Idalécio Cação
Ficcionista e poeta. Viveu até muito tarde na sua aldeia, mas quando se radicou em Aveiro, a partir de 1954, interessou-se pelos problemas culturais e, como trabalhador-estudante, pôde frequentar o curso de Filologia Românica, em que se licenciou em 1977 pela Universidade de Coimbra. Exerceu depois o ensino em escolas preparatórias e, desde 1984 na Universidade de Aveiro, onde regeu a cadeira de Didáctica do Português.
Esteve ligado ao Círculo de Teatro de Aveiro (nos anos sessenta) e participou activamente em jornais e revistas, onde tem dispersas poesias e contos. Fundou e coordenou os suplementos literários «Sal Gema» do Jornal do Oeste (Rio Maior) e «Diálogo» do Jornal Beira-Vouga (Albergaria-a-Velha). Foi um dos responsáveis pelos Cadernos de Poesia (1971). Mas é no domínio da ficção que a sua bibliografia merece atenção, sobretudo por ser demasiado patente nos seus contos um profundo sentido de compreensão e denúncia dos problemas da sua região natal, isto é, de toda a Gândara figueirense.
É sócio da Associação Portuguesa de Escritores, da Associação Cultural Sol XXI, de cuja revista é delegado em Aveiro, da Associação de Jornalistas e Escritores da Bairrada, de que foi sócio fundador e membro da Comissão Instaladora, da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação, do Sindicato dos Professores da Região Centro e da Quercus.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Gabriel Garcia Marquez
Gabriel Garcia Marquez
Aracataca, Colômbia - 1927 - Cidade do México - 2014
O seu livro Cem Anos de Solidão é o romance mais popular, em língua espanhola, desde D. Quixote.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Manuel da Fonseca (cont)
Maria Campaniça, de Manuel da Fonseca, por Maria Barroso
Debaixo do lenço azul com sua barra amarela
os lindos olhos que tem!
Mas o rosto macerado
de andar na ceifa e na monda
desde manhã ao sol-posto,
mas o gesto
das mãos torcendo o xaile nos dedos
é de mágoa e abandono...
Ai Maria Campaniça,
levanta os olhos do chão
que eu quero ver nascer o sol!
in Poemas Completos
Tejo que levas as Águas faz parte do conjunto de poemas "Poemas para Adriano" escrito por Manuel da Fonseca para o músico Adriano Correia de Oliveira e que foram incluídos no seu disco "Que nunca mais" (1975)
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Manuel da Fonseca
Manuel da Fonseca
Santiago do Cacém, 12 de Outubro de 1911 - Lisboa 11 de Março de 1993
Poeta, romancista, contista e cronista, toda a sua obra é atravessada pelo Alentejo e o seu povo. Ligado ao neo-realismo, evoluiu no sentido de um regionalismo crescente, ligado ao seu Alentejo natal, retratando o povo desta região e a miséria por ele sofrida. Contestatário e observador por natureza, a sua escrita era seguida de perto pela censura.
Colaborou em várias publicações, de que se destacam as revistas Afinidades, Altitude, Árvore, Vértice, O Pensamento, Sol Nascente, Seara Nova, os jornais O Diabo e Diário e fez parte do grupo do «Novo Cancioneiro». Faleceu a 11 de Março de 1993, com 81 anos.
Para saber mais sobre Manuel da Fonseca:
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Leitura de Férias
Patrick Modiano, escritor francês foi Prémio Nobel da Literatura em 2014. Este romance situa-se no contexto da 2.ª guerra mundial e nele, o narrador, descreve toda a investigação feita para saber o que aconteceu a uma jovem rapariga judia parisiense que desapareceu em 1941, em plena guerra mundial. Ao ler o anúncio do seu desaparecimento, num jornal da época, o narrador inicia, cerca de 50 anos depois, uma procura seguindo o rasto da rapariga, fazendo-nos entrar na atmosfera dos internatos de raparigas e dos campos de concentração, terminando em Auschwitz, onde ela morreu.
Rentes de Carvalho é já nosso conhecido, pois já lhe dedicamos uma ou duas sessões do nosso clube. O Rebate passa-se numa aldeia transmontana, onde a festa da aldeia traz a presença de emigrantes, entre os quais, um casal, em que ele, nascido na aldeia, é acompanhado por uma francesa rica com quem casou. O choque de mentalidades e de costumes bem como a riqueza que estes ostentam, faz abalar a tranquilidade da aldeia.
Mia Couto é um autor cuja escrita aprecio bastante. As suas histórias, quase todas passadas em África são plenas de imaginação. Também aprecio a sua habilidade para inventar palavras.
Neste livro, Mia conta-nos a história de um jovem médico que se apaixona, em Lisboa, por uma jovem moçambicana e não descansa enquanto não vai a Moçambique à aldeia de onde ela é natural. Mas chegado lá, todos os segredos e mistérios da família da sua amada, bem como a sua ausência da aldeia, o fazem ficar muito desconfiado...
O autor dispensa apresentações. Tocaia Grande é um romance, cheio de aventura, que narra a fundação de uma hipotética cidade cacaueira no Nordeste. A pouco e pouco, e como resultado de lutas entre coronéis, a cidade vai-se povoando e aparecem as mais pitorescas personagens típicas dos romances de Jorge Amado. O Turco, os coronéis, os capitães, os jagunços, as prostitutas e outras. É um romance muito bem humorado e retoques de sensualidade e com algumas cenas verdadeiramente hilariantes.
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